Sobre os Artistas
Nascemos na América do Sul; Brasil, Bolívia e Equador nos moldaram. Cresci compreendendo que há mais neste mundo do que vemos—que somos feitos de energia, que estamos conectados de maneiras que a maioria das pessoas esquece. A vida testou essa crença cedo.
Saí de casa aos quatorze anos. Nossos pais não estiveram presentes por mais de uma década. Então me tornei aquela em quem meus irmãos podiam contar. Minha irmã, que é meu mundo inteiro, olhava para mim. Meu irmão, Adair, foi diagnosticado com esquizofrenia e outras condições mentais raras. Ele mergulhou em realidades que nenhum de nós conseguia alcançar. Por anos, fui a única família confiável que eles tinham. Eu não sabia se conseguiria manter tudo junto. Mas eu sabia que tinha que conseguir.
Adair sempre foi um artista. A arte sempre foi sua linguagem—a maneira como ele dava sentido ao mundo. Então a vida o levou por anos de escuridão: hospitais que o sedaram, experimentaram nele como um rato de laboratório e o mandaram de volta mais perdido do que antes. A integração na sociedade parecia impossível—ele era muito diferente, muito intenso, demais para um mundo que não tinha espaço para sua mente.
O que finalmente o alcançou não estava dentro daquelas paredes. Foi a natureza. Medicina natural. Arte. Desenhar tornou-se sua âncora. Pintar tornou-se sua oração. Cada linha que ele desenhava era um passo de volta para si mesmo.
Por anos, ele se curou principalmente sozinho. Ser diferente dificultava a construção de amizades, a encontrar um lugar onde ele pertencesse. Mas naquela solidão, algo cresceu. Ele encontrou paz. Ele encontrou propósito. E lentamente, ele encontrou a coragem para compartilhar suas visões com o mundo.
Tudo o que ele sonha agora é simples: um pequeno pedaço de terra onde possa construir sua própria casa, cultivar um grande jardim e viver uma vida pacífica.
Eu sou a irmã dela, a fundadora da Saudade, e tenho a honra de oferecer essas impressões para ajudá-lo a comprar terras na Costa Rica, continuar os medicamentos naturais que realmente o curam e um dia nos visitar aqui na Europa.
Obrigada por olhar. Obrigada por vê-lo.
Com gratidão,
Mayka, A Fundadora,
Irmã, crente e orgulhosa apoiadora
O Fundador
Enquanto Adair se curava através da arte, eu procurava o meu próprio caminho. Eu não conseguia trabalhar em empregos normais. O mundo também não parecia ter um lugar para mim. Então, decidi construir um.
A Saudade nasceu dessa necessidade – e de um chamado mais profundo. Roupa, para mim, não é apenas tecido. É um recipiente. Minha peça-assinatura, um quimono-robe desenhado como uma capa protetora de energia, se inspira no antigo conhecimento andino e na Chakana – a cruz sagrada dos Incas, representando os três mundos: o superior, o interior e o exterior. É um lembrete de que somos feitos de energia, que estamos conectados e que podemos escolher elevar.
Mas esta marca é apenas o primeiro passo.
A Visão Maior
Por trás de tudo o que faço, há um sonho: a Terra da Saudade. Um projeto de permacultura onde artistas, curadores e sonhadores podem se reunir, colaborar e construir algo duradouro. Um lugar para workshops, festivais e comunidade. Um lugar para Adair ter seu jardim e sua casa. Um lugar para minha irmã, que sempre foi minha luz. Um lugar para todos que, como nós, nunca tiveram um lugar para começar.
Quando você apoia a arte do meu irmão ou veste meus designs, você não está apenas comprando um produto. Você está ajudando a construir esse sonho. Cada compra é um passo em direção à Terra da Saudade.
Passei minha vida cuidando daqueles que amo. Agora, estou construindo um mundo onde outros podem cuidar uns dos outros — e da terra.
Se você está lendo isso, você faz parte disso.
Obrigado por estar aqui.